Dois anos são muita coisa pra se falar de música. Nesse tempo você descobre 7654321 bandas, 987654321 músicas e acaba gostando de 654321 delas. Vou tentar falar resumidamente.
Primeiro Ano
2007 certo? Naquela época eu tinha aversão à bandinhas e bandas da moda. Não mudou em relação ao modismo, mas, retiro tudo o que disse sobre as bandinhas. Se você tivesse visto a minha cara de otária quando eu descobri cada uma. Enfim, hoje eu posso dizer que gosto, mas, não enquadro no termo Rock ok? Não se pode dizer que aquele sonzinho com letras melosas de adolescentes seja. E eu lá gosto de Rock? Sim, eu gosto de Rock Nacional. E pra mim o
ROCK de fato tem que ter alguma ideologia, coisa que essas bandinhas não tem. Eu posso ta completamente errada, mas, pra mim, no rock é isso que faz sentido; não só o ritmo em si, mas do que se trata. E só ficar fazendo barulho não tem nada a ver. Tá parei.
A música em espanhol ainda era decisiva. Eu acho que era meio cega, não sei. De repente passei a procurar por músicas, artistas novos e fui aos poucos me desprendendo (mas isso só aconteceu em 2008). Comecei a dar mais espaço à música brasileira e afastar de mim as músicas americanas. É, eu também tenho aversão-não-completa à elas. É realmente difícil você me ver escutando algo em inglês e pior, ficar viciada. Desistam, não me rendo a isso. Não consigo me simpatizar, talvez se eu não fosse tão ignorante e me levantasse pra estudar a língua poderia gostar mais, por simplesmente entender as letras. Como não é o caso, dane-se. Não me faz falta.
Queria ter muito meu histórico desse ano, e como eu tenho meu perfil da last de 2007 isso me ajuda. Definitivamente reina a música pop/balada em espanhol. As bandinhas estão lá, e a MPB tá muito tímida.
Segundo Ano
É, esse foi revolucionário. Esqueça o espanhol, a MPB dominou e me jogou no fogo do inferno. Fui seduzida e hoje não posso mais viver sem. Voltei a escutar artistas da minha infância:
Cazuza,
Tim Maia,
Lulu Santos,
Barão Vermelho,
Rita Lee,
Cássia Eller,
Titãs,
Kid Abelha. Não é por nada não, mas, fui criada com tudo do bom e do melhor. E por isso, conclui-se que fui criada à base de Rock Nacional. Lembrei de como tudo que eu escutava era realmente bom, me fez lembrar dos tempos da MTV próspera e todos felizes, vendo clipes de tarde até acabar o Disk MTV
as 7 horas.
Lembro também de quando
reescutei Pagu (
Rita Lee beibe) na voz da
Maria Rita. Eu tava no mercado e de repente veio uma luz: sim, eu conhecia aquela música, tava cantando junto, mas, da onde conheço? Quem canta? Marisa Monte? Cássia Eller? NÃO. Até que uma alma piedosa me falou: Não é
Rita Lee? É, quase desmaiei de alívio. Aquela agonia tava me matando. Bom, anedotas à parte, o fato é que a MPB voltou com tudo.
Chico Buarque,
Caetano Veloso,
Elis Regina e everybody que faz parte do clássico da MPB. Dei muito mais espaço à bossa nova (paixão avassaladora), reduzi drasticamente as músicas em espanhol. Samba também entrou na parada.
Conclusão
Então o que mudou? Não parei de escutar, nem deixei de gostar de músicas em espanhol, longe disso. Só passou o tesão entende? Hoje eu escuto só quando tenho vontade e não porque só tenho isso pra escutar. Em 2007 eu deveria ter, sei la, 1000, 1500 músicas no computador. Hoje são mais de 7.000. Isso porque eu já tirei muita tralha, veja você. E eu posso dizer que eu sou eclética não só porque escuto músicas de duas (diria até quatro) línguas, mas porque tenho um leque de ritmos, estilos e afins pra escutar. Quantas vezes já escutei
Luis Miguel, passei pra
Bezerra Da Silva, fui escutar
Los Hermanos, depois passei pra
Tom Jobim e coloquei em música ranchera (leia-se mariachi)? Milhares. Então, apesar de estar apegada a tudo o que eu escuto, sempre vou estar disposta a descobrir coisas novas.